Labirinto – Nos meandros da música e da fonética

Marta Moreira apresenta-nos uma performance musical onde a voz (com as suas vastas potencialidades) toma conta do palco. Sem mais artifícios que não os naturalmente presentes, em LABIRINTO somos conduzidos pelos meandros do som e da fonética, enquanto ferramentas de criação musical.

Nesta performance em estreia absoluta, a descoberta e o deslumbramento são o fio de Ariadne que nos guia, até nos encontrarmos todos no centro do labirinto, frente a frente com o Minotauro de cada um.

 

Marta Moreira
É artista multidisciplinar, professora e diretora artística da Plataforma do Pandemónio. Licenciada em Performance – Piano (2013) e mestre em Ensino da Música (2017) pela ESMAE | IPP, atualmente, reside em Braga, é professora no Conservatório do Vale do Sousa, colabora com o BJazz Choir (sediado em Guimarães) e assume a direção artística da Plataforma do Pandemónio, coletivo de criação artística que fundou no deflagrar da pandemia e onde desenvolve trabalho regular na área da mediação (a convite de diferentes instituições da região) e programação cultural, além de criação artística.

No domínio profissional, tem já mais de uma década de experiência na docência, que se tem pautado pela cocriação de espetáculos multidisciplinares, pelas funções de pianista acompanhadora e pela coordenação pedagógica, além da investigação científica (com artigos científicos publicados em revistas da especialidade). É ainda dirigente sindical no Sindicato dos Professores do Norte e ativista por diferentes causas.

A sua atividade artística atravessa vários domínios, cruzando a Música, a Performance e a Literatura. Além de assinar com regularidade produções próprias (“meninas estranhas falam dialetos estrangeiros”, um ciclo de poemas encenado e apresentado no Festival Variações – Cultura Emergente, em Braga, “cá dentro cabe o mundo”, que integrou a exposição coletiva ACTUM 2020, ou “entre mim e o meu silêncio”, uma performance de spoken word que integrou o Festival Entre Cidades, por exemplo), o seu percurso tem-se pautado por colaborações com diferentes estruturas (Interferência, Braga27’, Cosmic Burger) e participações em projetos comunitários (Aldear, ENIMUS 2021).

Tutela desde 2015 o blog Pimenta na Língua, projeto de crónica de opinião, e já viu os seus textos, em diferentes segmentos, publicados na DaCapo – Revista Musical, na Revista RUA, no Jornal da FENPROF, e mais recentemente, no Público e no Comunidade Cultura e Arte. Em 2021 lançou o seu primeiro livro, “humanário I”, que integra a coleção 12catorze (com curadoria de Francisco Guedes de Carvalho) das Edições Húmus, e acaba de lançar o segundo, “Depois do Medo”, sob a chancela da Editora Urutau (depois de ter sido selecionada numa chamada de trabalhos nacional).